Renda comprometida: Pagamento de Juros

endividamento

Baseado em estudos de pensadores como Maslow e Herzberg, sabemos que um dos fatores estimulantes dos trabalhadores é receber seu salário no final do mês, sendo um dos principais motivos pelos quais muitos funcionários acordam cedo para sair de suas casas. Claro, é um fator diretamente relacionado ao pagamento das contas no final do mês, então é compreensível. Mas atualmente, muitos brasileiros estão com a sua renda comprometida pelos juros de transações que fizeram, estando 19,8% do país nessa situação. Enquanto isso, o endividamento total já alcança 42,5% (Novembro 2018)

De acordo com o pesquisador Estevão Xavier Bastos, da Ipea, a solução para o problema de endividamentos é o alongamento das dívidas, trocando dívidas de curto prazo por dívidas de longo prazo, com garantias. Os dados estudados mostram que existe um espaço bastante relevante de aumento do endividamento por crédito habitacional, de longo prazo e com garantia do próprio imóvel. Para o pesquisador, o ideal seria um aumento do endividamento vinculado à compra da casa própria, sendo um investimento interessante e de maior retorno do que os comuns de curto prazo como os de cartão de crédito, entre outros. 

Entre 2009 e 2016 esse tipo de endividamento passou por uma alteração, aumentando em 30%. A partir de 2017, essa % estabilizou, ficando dessa forma também no ano passado, o que manteve o país longe de outros países como os 97% da Alemanha, Noruega e países baixos, 96% na Espanha e 92% na Austrália e Itália. Isso mostra uma aproximação, ainda que pequena, porém já existente, nos endividamentos que acontecem em países mais avançados, o que futuramente pode indicar um comprometimento menor na renda mensal dos trabalhadores, permitindo um maior poder de consumo. 


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