Tecnologia na prevenção a lavagem de dinheiro

Vou pedir para você imaginar, por um momento, o sistema de um banco. Esse sistema, que permite que os clientes façam transações, pagamentos, análises, contato com o gerente do mesmo, entre outras diversas operações. É de se imaginar que seja um sistema bastante seguro, certo? Mas o quanto de tecnologia você imagina que tem dentro de tudo isso? Várias opções de sistemas e ferramentas que mantém o funcionamento em alto vapor. Mas para reduzir os erros operacionais, de fraudes ou de lavagem de dinheiro, existem algumas ferramentas mais específicas. Isso porque os recursos gerados em processo fraudulentos podem ser lavados, causando prejuízos para todos.

Para detectar uma operação com perfil de lavagem de dinheiro, é preciso saber que elas não ocorrem apenas em transações grandes, o que faz com que os depósitos sejam feitos em quantidades regulares, através de depósitos e compra de títulos, por exemplo. E logo após isso, esse recurso se torna um outro ativo, o que dificulta ainda mais o rastreamento. E aí que depois de todo esse processo esse dinheiro é resgatado e utilizado para adquirir bens de forma “lícita”, isso quando a lavagem não é feita entre envios de contas dentro e fora do país, sendo parte das milhões de transações que acontecem todos os dias.

Mas dito tudo isso, o que fazem as instituições para reduzir essas operações fraudulentas? Elas utilizam regulamentações, instruções e algumas recomendações do BACEN e da CVM, como por exemplo a Carta-Circular 3.542/12 que analisa as operações que podem ter o perfil de fraudulenta, auxiliando no combate e prevenção à lavagem de dinheiro. Essas informações são enviadas ao Coaf (Conselho do Controle de Atividades Financeiras), que examina e analisa as que forem suspeitas e comunica às autoridades para tomar as medidas cabíveis. Eles também são responsáveis por coordenar e trazer ideias de mecanismos de troca de informações que proporcionem ações rápidas e eficientes, assim como aplicar as penas.

Com toda essa situação demonstrada, é de se imaginar que todas as operações sejam digitalizadas, certo? Porém não são. E isso vem do grande problema que é o desafio que surge para integrar os sistema do ambiente de cada banco do mercado, que roda cada um em uma plataforma diferente. E por isso fica mais difícil ainda monitorar as ações que poderiam prevenir a lavagem de dinheiro, pois reduz a captação de dados, relação entre depósitos e o mapa de comportamento suspeito.

Apesar de não ser fácil, os bancos e orgãos reguladores tentam sempre se aprimorar, com o foco em resolver essa situação. Alguns contam com empresas que oferecem alternativas para a transformação desses ambientes para o mundo digital, fazendo uma integração às demais plataformas do mercado utilizadas pelos bancos. Trazer essas tecnologias faz com que os processos se tornem automatizados e com monitoramento, as transações se tornem mais seguras, a empresa ganhe maior visibilidade e os clientes tenham maior credibilidade, o que proporciona resultados que são positivos para todos os envolvidos.

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