Como é feita a lavagem de dinheiro?

Em algum momento da sua vida, você provavelmente já passou na frente de uma loja uma, duas, dez vezes, até perder a conta, mas nunca viu ninguém dentro e pensou “Como será que essa loja se mantém, se nunca tem ninguém dentro?”. Bom, pode ser que ela apenas tenha um horário de pico diferente de quando você passa na frente dela, e pode ser que ela seja uma empresa de fachada.

 

Mas o que é uma empresa de fachada? Bom, basicamente, é uma empresa de negócios “de mentira”, controlada por alguma organização criminosa que quer lavar dinheiro. E eles fazem isso pegando todo o dinheiro sujo que conseguem no tráfico, venda de armas, falsificação e sonegação de impostos, por exemplo, e fazem parecer que na verdade todo esse dinheiro veio da empresa. Desse jeito, conseguem validar que esse dinheiro é “honesto” e foi conseguido de maneira “legal” por uma empresa que trabalha e consegue gerar lucro.

 

Outra maneira encontrada pelos criminosos de fazer lavagem de dinheiro é com o desvio de verba. Isso acontece quando a empresa recebe dinheiro de pessoas que fazem doações, por exemplo, para uma causa e os responsáveis usam esse dinheiro consigo mesmos, ao invés de usar com o que foi prometido para os doadores. Uma loja de roupas pode dizer que vendeu uma quantia de roupas muito fora do comum naquele mês, justificando com alguma ocasião sazonal. ONGs podem dizem que usam o dinheiro para apoiar alguma causa social e não mostram, posteriormente como fizeram isso. Ou mostram de maneira bem suspeita! Mas a preferência dos bandidos é a de usar comércios que utilizam dinheiro em espécie, porque fica mais fácil de usar e de justificar. Trazendo outro exemplo, em 1920, uma rede de lavanderias era utilizada como empresa de fachada, sendo uma das teorias de como o nome “lavagem de dinheiro” surgiu.

 

Fica difícil encontrar provas contra essas empresas porque os criminosos foram entendendo onde estavam errando e estão cada vez mais preparados para esconder as provas. Algumas das medidas que tomam é a de usar aos poucos o dinheiro que recebem. Se uma conta não recebe nem gasta muito dinheiro e do dia para a noite começa a movimentar grandes quantias, com certeza irá gerar suspeita de policiais, que irão investigar essa mudança.

 

Depois disso, eles precisam desvincular o dinheiro deles para não atrair suspeitas. Para isso, a empresa de fachada começa a realizar diversas operações financeiras para paraísos fiscais, por causa do sigilo bancário garantido.

 

Depois de fazer as transferências e mudar o nome do dono do dinheiro algumas vezes, os bandidos começam a retorná-lo para suas contas. Recrutam uma pessoa para se tornar o intermediário que irá receber um empréstimo da instituição do paraíso fiscal que foi escolhido, ou de outra empresa de fachada, e repassar o dinheiro para a organização. Isso faz com que o dinheiro pareça ser legítimo e comece a ser utilizado sem maiores preocupações. Claro que nesse meio tempo eles podem acabar deixando algumas pistas, como depósitos muito fora da realidade do mercado da empresa de fachada, e cabe ao Ministério da Fazenda julgar as denúncias que recebem e direcionar para a Polícia Federal.

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