O que avaliar para conceder crédito?

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A primeira resposta que nos vem à mente é que devemos seguir os 5Cs do crédito e que, se seguidos, iremos reduzir o risco de inadimplência. Há quanto tempo seguimos a mesma regra e obtemos as mesmas respostas? Crédito é acreditar, e para acreditar no cliente e na sua capacidade de honrar os pagamentos futuros, talvez devamos mesmo seguir os Cs e os métodos tradicionais de analisar crédito.

Li recentemente um artigo em que Barry Libert categoriza as transformações digitais em duas abordagens: linear e exponencial. Segundo ele, a transformação linear é quando ocorre a melhora nos seus processos sem, contudo, alterar a maneira essencial com que sua empresa entrega valor ao cliente. Já a exponencial tem como premissa fundamental a alteração do seu modelo de negócio – a tecnologia aplicada neste caso, criaria uma ruptura no segmento em que sua companhia atua.

Acompanhamos as transformações tecnológicas no mercado de crédito, não são poucas, mas creio que Barry as colocaria na abordagem linear. Acredito que o motivo esteja relacionado com o crédito ser, na sua essência, o ato de acreditar e para acreditar, nós avaliamos.

Buscamos algumas mudanças consistentes no crédito como bancos  e cartões de crédito ligados à aplicativos, crowdfunding, crédito sem nenhuma comprovação física, etc., e não encontramos uma mudança exponencial, todos eles passam por captura de dados e validações.

Então podemos melhorar nossa operação e performance, buscando novas tecnologias e automatizações, mantendo contudo a escola dos 5Cs cuidando do risco.

Não vamos quebrar os 5Cs como de costume, mas vamos sobrevoar a análise de crédito e seus principais itens de risco.

A qualidade do cadastro é o primeiro passo para um bom relacionamento com nossos clientes – ele pode ser determinante para conceder o crédito, manter o marketing de relacionamento funcionando bem, melhorar a operação de recuperação (cobrança), entre outros.

Tendo os dados com clareza, podemos ser mais precisos nos contatos com o cliente e nas validações automatizadas do sistema de crédito, quanto mais dados, mais informações, melhor a concessão de crédito. Lembrando a máxima de “garbage in, garbage out”.

O próximo passo é validar o confiabilidade das informações e descartar o risco de fraude. O crédito envolve um ou mais bens e um cadastro, regras bem estruturadas e consultas a bases internas e de mercado, garantirão uma decisão segura dentro do apetite de risco da empresa.

Se temos uma transação confiável, agora é validar a capacidade do cliente honrar o pagamento e com que previsibilidade estaremos trabalhando, novamente aqui, entra a estratégia da empresa, pois a combinação de muitos fatores levará a decisão de crédito e consequente receita e perda.

Temos políticas de crédito arrojadas sem nenhuma validação física ou por telefone, outras com fotos, biometria e comprovantes, algumas com altíssimo nível de decisão automática, temos os conservadores que analisam uma a uma e permitem uma revisão final por outra alçada, etc.

 

Acredito que por mais que tenhamos variantes na análise de crédito, estaremos sempre validando para acreditar, e para isso automatizar processos e aumentar seu leque de acesso a informações é muito importante

 

A B2E cria parcerias agregando alto valor tecnológico e consultivo, independente do perfil do negócio nós perseguimos a constante melhoria dos processos e entregas de alto nível.

 

 

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